sábado, 24 de junho de 2017

RESENHA DO LIVRO "A CADEIRA DE PRATA"

Essa história começa na escola de Eustáquio e traz uma nova personagem, Jill, uma amiga de escola que se sentia excluída em relação as outras colegas de escola. Certa vez, ao fugir de uma confusão ela encontra o primo dos Pevensie, e eles resolvem chamar Aslam e pedir para irem para Nárnia. Felizmente, o pedido é atendido, e as crianças aparecem em um penhasco.
 
"Chorava porque alguém andara mexendo com ela. Como não vou contar uma história de escola, tratarei de falar o mais depressa possível sobre o colégio de Jill, assunto que não é nada simpático."
 
A menina chega antes e é recebida diretamente por Aslam, que lhe dá uma missão e quatro sinais, que ela e Eustáquio deveriam seguir rigorosamente, além disso, ela recebeu instruções de repetí-los todas as noites de forma que jamais esquecesse-os. O garoto chegou depois, e ambos foram soprados até o palácio do rei para dar início à missão.
 
Ao chegar no local indicado, Eustáquio pareceu perdido, e demorou a reconhecer Caspian, que agora estava muito idoso e partindo para uma última viagem para o leste, para tentar encontrar seu filho, o princípe Rilian, que estava desaparecido há muitos anos. Depois da partida do rei, as crianças vão até o palácio e são recebidos por Trumpink, que contou que a rainha tinha sido morta por uma serpente gigante e Rilian jurou vingança, e nessa busca ele desapareceu.
 
"Longe daqui é o reino de Nárnia. Ali vive um velho rei, que anda em aflição por não deixar um filho, um príncipe de seu próprio sangue, que venha a ser rei depois dele. Não tem herdeiro, pois seu único filho foi sequestrado há muitos anos."
 
Portanto, o objetivo da missão seria encontrar o princípe desaparecido, o problema é que como o reino já sofrera bastante com as perdas, o anão não queria deixar que as crianças fossem, então, na calada da noite, com ajuda da coruja Plumalume, Eustáquio e Jill partiram até a região pantanosa para pedir ajuda para uma criatura que aparece pela primeira vez na mitologia narniana, um paulama - uma figura humanóide mas quase confundível com o alagadiço - seu nome era Brejeiro.  Um pessimista nato, mas que estava disposto a entrar na aventura.
 
 "É verdade que quando eu digo 'bom dia' não estou querendo dizer que não vá chover... ou nevar... ou trovejar. Aposto que vocês não conseguiram dormir nenhum pouco."

Na difícil jornada do grupo, mas um cenário é apresentado: o note de Nárnia, na Terra dos Gigantes. Nos livros anteriores alguns deles apareceram e foram citados, porém a cidade deles e em especial essa raça aparece pela primeira vez nesse volume. Mais uma vez, o frio do inverno se mostra presente (o que em Nárnia é normalmente sinal de problema) e vários desafios são propostos afim de provar a firmeza e a fé das crianças em tudo que elas se dispuseram a acreditar.
 
"Lá pelas dez horas os pimeiros flocos miúdos começavam a cair nos braçes de Jill. Dez minutos mais tarde caíam com mais intensidade. Mais vinte minutos e o chão ficara branco. No fim de meia hora, uma boa tempestade ne neve fustigava-os, ofuscando-lhes a visão e prometendo durar o dia todo."
 
Com a mesma tendência narrativa dos livros anteriores, exemplificando a simplicidade da linguagem muito presente nos livros de Lewis, esse volume tem o mesmo narrador que além de contar a história sabe o que pensam os personagens. Diferentemente do livro anterior, no qual embora todos os pensamentos fossem revelados, havia um foco na história de Eustáquio, nesse, há uma forte presença em Jill, contando suas angústias, dúvidas e decisões.
 
"Jill deixou de repetir os sinais todas as noites e manhãs. A princípio, dizia para si que estava cansada demais; depois, simplesmente se esqueceu de tudo."
 
Com um enredo leve, mas possui menos aventuras que os outros volumes, embora não deixe de lado a ação (descrita da mesma forma, sem longas e detalhadas adjetivações), ela é menor que a dos outros livros. Nessa história, o poder de decisão de cada um é mostrado como primordial para a solução de problemas, e deixa claro que nunca é tarde demais para seguir o caminho certo e agir de acordo com o que Aslam diz.  
 
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3 comentários:

  1. Algumas resenhas tem erros de português. Ela tem que fazer resenhas de livros populares na Infância e Juventude como por exemplo Diário de um banana. As resenhas em se estão mais ou menos, precisam melhorar.

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    1. Tenho vontade de escrever sobre O Diário de um Banana, mas dos 10 livros lançados (isso sem contar o Livro do Filme, e o Faça Você Mesmo), li apenas seis, para mim não faz sentido publicar a série não estando ela completa, mas quem sabe em um futuro não distante isso possa ser possível. Quanto aos erros de português, revisarei melhor antes de publicar, assim como melhorarei o conteúdo, obrigada.

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