domingo, 27 de agosto de 2017

RESENHA DO LIVRO "VIAGEM AO CENTRO DA TERRA"

Lindenbrock é um grande professor de geologia que mora na Alemanha junto com seu sobrinho Axel e sua afilhada Grauben. O senhor era muito estudioso e sempre estava disposto a aprender coisas novas sobre a matéria ministrada por ele. Certa vez voltou para casa com vários livros antigos, e estudando-os junto com seu sobrinho encontrou uns escritos rúnicos de Arne Saknussemm, intrigado, o geólogo estava disposto a descobrir o significado e junto ao jovem Axel traduziu as runas como:

Desce na cratera de Yocul de Sneffels que a sombra 
do Scataris vem acariciar antes das calendas de julho,
viajante audacioso, e chegarás ao centro da Terra.
O que eu fiz. Arne Saknussemm.

Empolgado, o professor resolveu que faria essa viagem para Islândia a fim de descer ao centro da Terra, ele disse que Axel viria junto, mesmo com todas as contestações do sobrinho. O jovem estava com muito medo de que fosse apenas uma história fictícia e que eles morressem dentro da cratera do vulcão, que teoricamente extinto, mesmo assim, a insegurança do jovem não diminuiu.
 
"Pareceu-me impossível lutar contra meu destino. Subi ao meu quarto e deixei a mala escorregar pelo corrimão da escada. Desci atrás dela."

Eles se prepararam e partiram logo, o velho professor estava ansioso, essa seria a viagem de sua vida e ele não queria perder um só minuto. Afinal, seria uma longa travessia da Alemanha para a Islândia, e eles teriam que fazer uma comprida viagem pelo mar. Ao chegar no local, o professor contratou Hans para carregar as malas, que eram muitas. A preparação era complicada e eles deviam ser bem cuidadosos com seus mantimentos, pois logo ficariam sem ter como adquirir tudo o que era necessário para a viagem.
 
"Entretanto, as minhas pernas começavam a não querer transportar-me. Eu resitia às minhas torturas para não obrigar meu tio a retroceder"

Juntos, os três aventureiros entraram na cratera do vulcão, acreditando bastante e se apegando firmemente a ideia que ele estava extinto, porque senão a jornada terminaria de modo trágico. A aventura foi dura e muito difícil, os alimentos eram racionalizados para durarem por toda a trajetória, a água era rara e o jovem foi o que mais sofreu com isso. A força física de Hans,a sabedoria de Lindenbrook e a cautela de Axel foram aliados poderosos para que eles chegassem vivos ao seu destino.
 
"Eu fui sempre da opinião do professor Lindenbrock e invejei a perfeita indiferença de Hans. Sem se preocupar com as causas e os efeitos, ele ia cegamente para onde levava o seu destino."

Esse livro clássico de 1864, escrito pelo brilhante autor francês Julio Verne, conta uma aventura irreal, mas muito bem fundamentada nos princípios sociais da época, havendo uma descrição muito maior do caminho do que do destino, causando uma certa ansiedade ao leitor. A história é toda escrita pelo ponto de vista de Axel, com uma linguagem não muito fácil por ser um livro mais antigo, a descrição é muito bem feita, característica marcante desse volume, temos contato com a cultura da época e aprendemos novas palavras (bem didático, mas importante), além de espécies animais e vegetais antigas que também vemos, vale a pena se entregar a essa grande aventura.
 
Essa é uma das obras mais conhecidas de Verne e é uma precursora da ficção científica mundial, é o terceiro lançamento desse autor que teve grande destaque no cenário literário europeu na segunda metade do século XIX e no início de século XX. Ele, até hoje influencia novos autores desse gênero e adaptações cinematográficas, como o filme homônimo de 2008 e dirigido por Eric Brevig - o qual não narra a história original, mas sim uma aventura de volta já no século XXI. 


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sexta-feira, 21 de julho de 2017

RESENHA DO LIVRO "PERCY JACKSON E O ÚLTIMO OLIMPIANO"

Chegou a hora da batalha final entre o titã Cronos e o Olimpo, mas, o Acampamento Meio-Sangue tem poucos campistas, os deuses não contavam com o ataque de Tifão, que estava adormecido e se levantou causando mais problemas e o desvio das tarefas normais de batalha e a ida deles para defender o outro lado. Para piorar a situação, Poseidon  também estava em guerra com os deuses marinhos antigos. Hades se recusava a ajudar e Deméter estava recolhida sem a mínima vontade de lutar.
      
Percy e Charles, que era um filho de Hefesto, tentaram explodir o navio onde Cronos juntava seu exército, a fim de retardar ou apenas diminuir o poder do maligno titã, mas, o plano deu errado, como se o vilão já soubesse que ocorreria o ataque, trazendo para todos uma triste certeza: havia um espião no acampamento, e ele estava passando todas as informações para o inimigo dos deuses. Nessa fracassada investida, a vida de Charles foi tomada reduzindo ainda mais a quantidade de soldados.
      
Os campistas organizaram a defesa e dividiram as tarefas entre os chalés, menos para o chalé de Ares, que decidiu não lutar por causa de uma briga fútil com outro chalé, isso trouxe mais problemas, com a falta deles enfraqueceria o lado olimpiano pois a maioria dos melhores e mais corajosos guerreiros estava reunida nessa comunidade. Por sorte as caçadoras de Ártemis chegaram para ajudar, trazendo uma nova esperança, mas não compensando 100% os outros.
      
A luta havia sido difícil, mas, pior ainda foi descobrir que o espião atacou novamente. Onde havia exércitos fortes mal houve ataque, estes haviam se concentrado em pontos mais frágeis da defesa. Essa pessoa deveria ser descoberta... e logo.
      
Em surpresas de ambos os lados, ajudas inesperadas, momentos de alegria e esperança, idéias malucas para evitarem a derrota e revelações emocionantes sobre o passado de vários personagens marcam esse livro.
      
O momento mais emocionante é quando finalmente descobrem o espião, que se revela da maneira mais dramática possível, um momento humano em meio a uma batalha tão cruel. Outra cena marcante é a despedida dos que se foram, uma cena de arrancar lágrimas de qualquer um.
      
Descrições incríveis, sonhos que revelam histórias verdadeiras de dor e melancolia recheiam essa trama épica de Rick Riordan, que encerra de maneira genial essa série, aonde tudo se encaixa no final em um enredo muito maior e com outros heróis. O livro nos leva a reflexão de verdadeiros valores como a lealdade. E quando o final chega sentimos uma imensa vontade de ler tudo de novo e sentir-se mais uma vez dentro desse mundo maravilhoso, revemos momentos incríveis e cenas inesquecíveis, tudo junto em uma explosão de sentimentos que se misturam dentro de nós. Vale a pena viver essa aventura. 

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quarta-feira, 19 de julho de 2017

RESENHA DO LIVRO "PERCY JACKSON E A BATALHA DO LABIRINTO"

Percy estava ansioso pelo início do verão e para voltar para o acampamento, mas, um ataque de empousas em uma visita escolar faz ele perceber o quão ansiosos estão os monstros para devora-lo.
      
Ao chegar ao acampamento ele descobre que Quírion contratou mais um novo instrutor, Quintus, um sujeito desconhecido por todos e que tem atitudes estranhas levantando muitas suspeitas, além de ter um cão infernal como animal de estimação.
   
Certa noite em uma atividade de treinamento, Percy e Annabeth são surpreendidos com a descoberta de uma entrada para o Labirinto de Dédalo dentro dos limites do acampamento, que seria uma importante ferramenta para ajudar Cronos e seu exército de monstros a invadir o local sem serem impedidos pelas barreiras mágicas. Faltava apenas ele conseguir orientar-se pelo labirinto, para isso, ele precisaria do Fio de Ariadne, a ferramenta mais útil em orientação, ele estaria na oficina de Dédalo.
      
A filha de Atena recebe a missão de entrar no labirinto e junto com Percy, Tyson e Grover encontrar o inventor antes dos seguidores do titã e impedir uma invasão precoce ao acampamento.
      
Monstros que não podem ser mortos, seres perigosos que guardam o labirinto e flashbacks que contam a história de Dédalo e seus inúmeros erros enchem essa aventura de agonia e desespero com descrições extremamente bem feitas e quebra-cabeças ardilosos planejados por Rick Riordan que levam a qualidade do livro para as alturas.
      
A ajuda de alguém inesperado faz que questionemos nossos limites e mostra que sempre precisaremos de ajuda de alguém e que o nosso herói pode nos decepcionar.
      
Em uma cena chocante o senhor dos titãs se levanta definitivamente surpreendendo todo mundo. Neste livro começamos a sentir o peso das profecias, e a dor da perda de amigos queridos em uma pequena amostra da batalha que estava por vir.
      
A união de amigos e a entrega de um pelo outro em um planejamento de batalha extremamente organizado entra em contraste com a dor da amargura e o arrependimento de atitudes equivocadas e decisões tomadas erradas da vida, ambas encaixadas de maneira brilhante no quarto livro da saga "Percy Jackson e os Olimpianos".    

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

RESENHA DO LIVRO "PERCY JACKSON E A MALDIÇÃO DO TITÃ"

Percy, Annabeth e Thalia recebem um chamado urgente de Grover, dois meio-sangues foram encontrados e precisavam ser escoltados em segurança para o acampamento Meio-Sangue, porque estavam na mira de um monstro.
      
Mas infelizmente a operação de resgate deu muito errado, e seria pior se Ártemis e suas caçadoras não tivessem chegado, mas, mesmo assim elas não conseguiram impedir que Annabeth fosse sequestrada.
     
Nico e Bianca, que eram os meio-sangues que deveriam ir para o acampamento, chegaram lá em segurança, mas no meio do caminho a garota resolveu que se juntaria a caçada e deixaria Nico, que era seu irmão, aos cuidados dos semideuses.
     
Depois eles descobriram que um monstro antigo, muito poderoso e que trazia sérios perigos para o Olimpo havia se levantado, e Ártemis que era a única deusa que podia encontra-lo tinha sido sequestrada. Então cabia a Percy, Thalia, Grover, Bianca e Zöe, que era a líder das caçadoras, encontrar o monstro e salvar Ártemis com pouquíssimas pistas do que encontrariam pelo caminho.
     
Em uma aventura melancólica aonde ocorre a primeira perda de grandes heróis e as consequências eternas de atitudes erradas. Nessa história Rick Riordan traz uma versão diferente do conto clássico de Herácles e do Jardim das Hespérides e antigos monstros conhecidos nossos vêm nos fazer uma "visita".
    
Percy e seus amigos precisam enfrentar vários desafios para conseguir impedir ou pelo menos retardar a guerra contra o senhor dos titãs que usa o melhor de seus planos honrando o título de o Tortuoso que lhe foi dado.
      
A trama é escrita em primeira pessoa mostrando o ponto de vista de Percy, trazendo todas as suas angústias para nós leitores, o único ponto negativo nessa escrita é que na hora da batalha fica mais difícil a visualização do todo que é descrito com menos intensidade.
    
O enredo ainda traz a lealdade de Percy aos seus amigos, a entrega de Zöe e o amor de Bianca para seu irmão Nico com um final muito doloroso.      

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sábado, 15 de julho de 2017

RESENHA DO LIVRO "PERCY JACKSON E O MAR DE MONSTROS"

O ano de Percy estava incrivelmente tranquilo, sem ataques monstruosos, sem problemas com a direção da escola, sem dever de casa explosivo e um a chegada de um novo personagem: Tyson, grande e desajeitado era o único amigo do protagonista, e vice-versa. O último dia de aula tinha tudo para coroar o ano letivo mais normal da vida do garoto, mas um sonho com seu amigo Grover em perigo despertou nele todo aquele estado de alerta para problemas mitológicos que ele conhecia muito bem.
 
"Só faltava um dia. Certamente, nem eu podia estragar tudo"
 
Infelizmente, sua preocupação se concretizou com um grande ataque de gigantes canibais, chamados lestrigões, em sua escola, culminando em um incêndio, explosões e provavelmente mais uma expulsão. Durante a confusão Annabeth apareceu e rapidamente tirou Percy e Tyson da situação. A viagem para o Acampamento foi confusa e com a previsão de mais problemas para o grupo.
      
Mais uma vez, a chegada foi dramática, um ataque de touros de bronze revelou para os recém-chegados que esse verão seria talvez o mais díficil da vida deles e um dos motivos era que a fronteira mágica que protegia o acampamento contra os montros materializada na árvora de Thalia - que outrora tinha sido uma corajosa campista e filha de Zeus - tinha sido envenenada.
 
"O que me preocupava era que os touros estavam se movimentando por toda a colina, inclusive atrás do pinheiro. Aquilo não deveria ser possível."

Para piorar a situação, Quirion foi despedido das atividades de diretor, tido como culpado e seria substituído por um tal sujeito chamado Tântalo, que estava disposto a dificultar muito a vida dos campistas naquele ano. Para finalizar o dia, Percy tem mais uma surpresa, Tyson era na verdade um ciclope e seu meio-irmão. 
      
A volta de pesadelos com seu grande amigo Grover, sequestrado e preso na Ilha de Polifemo, onde coincidentemente estaria a única cura para a árvore de Thalia, impulsiona Percy e Annabeth pedirem autorização para saírem em missão. Entretanto, o novo diretor decidiu entregar a missão para Clarisse, uma campista de filha de Ares que tinha algumas divergências com os protagonistas.
      
Isso não impediu de Percy, Annabeth e Tyson, com uma pequena ajuda, sair as escondidas do acampamento e se aventurar no Triângulo das Bermudas, que era o Mar de Monstros da mitologia, a fim de tentar encontrar, a única coisa capaz de livrar o acampamento e resgatar Grover.
    
A inspiração em "A Odisseia", a história de Ulisses e como ele navegou no Mar de Monstros e enfrentou inimigos, é pano de fundo para o volta de várias figuras repaginadas para o século XXI, em uma aventura totalmente marítima, com a descoberta de histórias do passado e de novos poderes dos pesonagens. 
 
"Essa coisa de 'Ninguém' poderia não ter feito sentido para outras pessoas, mas Annabeth me explicara que era esse o nome que Ulisses usara para enganar Polifemo séculos atrás, antes que ele acertasse o olho do ciclope com uma grande estaca quente."
 
Com perdas e reencontros, cenas de batalhas emocionantes nas quais a sagacidade de Annabeth, a coragem de Clarisse, o improviso de Grover, a força de Tyson e a determinação de Percy são suficientes para vencer qualquer inimigo que aparça no caminho, estejam eles juntos ou separados.
 
"Grover encontrara um fêmur de carneiro, o que não o deixou muito satisfeito, mas o segurava como um porrete, pronto para atacar."
 
Nesse segundo livro mais uma vez Rick Riordan aposta em um estilo narrativo  repleto de diálogos com o leitor, em uma narração contada na voz de Percy, com suas dúvidas, piadas e pensamentos. Escrito em uma linguagem fácil e na mesma estrutura do primeiro livro, mistérios revelados aos poucos, inúmeras surpresas a cada capítulo. Além de que, em vários pontos do livro são retomadas ou re-explicadas algumas situações do volume anterior.
 
"Normalmente, correr para ajudar Clarisse não estaria no topo da minha lista de 'coisas a fazer'. Ela era uma das maiores encrenqueiras do acampamento."     
 
Mais uma vez a história se encaixa completamente nos últimos capítulos e aquelas cenas que parecem que não mudariam nada na construção do enredo, se revelam peças fundamentais para a continuidade de um dos planos mais sórdidos para a destruição do ocidente.

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sexta-feira, 14 de julho de 2017

RESENHA DO LIVRO "PERCY JACKSON E O LADRÃO DE RAIOS"

"Olhe, eu não queria ser um meio-sangue"
 
Da autoria de Rick Riordan, é assim que começa uma das melhores séries da literaratura atual.
 
Percy era um garoto com uma vida normal, novaiorquino, disléxico e com TDAH, morava com sua mãe Sally Jackson e seu padrasto Gabe. Nunca conhecera seu pai e via sua mãe trabalhar constantemente para mantê-lo em uma escola particular no norte do estado de Nova York, a Academia Yancy, onde seu único amigo era um garoto magrelo chamado Grover e o único profesor cuja aula o interessava era o senhor Brunner, que ensinava latim.
 
Depois de um acidente em uma excursão com a escola, todas as coisas anormais que já haviam acontecido com Percy pareceram voltar a tona juntamente com  sonhos esquisitos, ocasionando, no fim, e de novo, a expulsão do garoto do colégio, pela sexta vez em seis anos.
 
Voltar para casa não foi fácil, mas se tornou ainda mais díficil quando figuras da mitologia grega pareciam estar saindo dos livros e  invadindo a sua vida. Em casa, a proposta de viajar para Montauk com sua mãe pareceu aliviar a tensão e trazer tranquilidade por uns tempos. Mal sabia ele que esse passeio de fim de semana abriria as portas para a descoberta mais impactante da sua vida: a de que seu pai não estava morto, mas sim que era um dos 12 deuses do Olimpo, além de que toda a mitologia da aula de latim não só era real, mas tembém poderia matá-lo e o único lugar seguro para crianças como ele era o Acampamento Meio-Sangue.
 
Lá, ele faz amizade com Annabeth, filha de Atena, Luke, filho de Hermes, e descobre que Grover era na verdade um sátiro. A adaptação ao lugar foi realmente boa, mas Percy ainda não tinha descoberto quem era seu pai, e, foi durante uma atividade rotineira que sua vida sofreu mais uma reviravolta. Além de descobrir que ele era filho de Poseidon, o garoto recebeu a complicada tarefa de encontrar a arma mais poderosa de todas, o raio-mestre de Zeus, que tinha sido roubado no Olimpo.
 
Acompanhado por Annabeth e Grover, Percy cruza os Estados Unidos combatendo monstros e fugindo da polícia para tentar chegar no Mundo Inferior para confrontar Hades, que era um grande suspeito de  ter roubado a arma e estar esperando o início de uma grande guerra entre os olimpianos.
 
"No acampamento a gente treina, treina. E é legal e tudo mais, mas o mundo real é onde os monstros estão. é onde a gente descobre se serve para alguma coisa ou não"
 
Grandes decobertas embalam essa aventura recheada de deuses, monstros e batalhas, até que no fim o início de um plano sórdido contra toda a civilização ocidental é revelado. Amigos se tornam inimigos e o verdadeiro vilão é revelado, abrindo portas para uma saga surpreendente e cheia de aventura, coragem e reviravoltas surpreendentes.
 
"Mais que tudo, eu precisava ter uma conversa séria com ... que me enganara"
 
Toda a série é escrita em primeira pessoa, em uma linguagem simples, com muita conversa e interação com o leitor, que é sempre convidado para participar dos devaneios de Percy. Além disso, colocar o protagonista como alheio a grande parte das situações é muito útil, pois muitas perguntas que nós leitores faríamos aos personagens, são feitas pelo próprio personagem.
 
"Se você está lendo isso porque acha que pode ser um, meu conselho é o seguinte: feche esse livro agora mesmo."
 
No fim, é uma aventura completa. Muita fantasia e elementos surreais interagem com mistérios que surgem a cada página, prendendo o leitor na obra e convidando-o para adentrar no Acampamento Meio- Sangue e abraçar todas as consequências que essa decisão pode trazer.         
      
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segunda-feira, 26 de junho de 2017

RESENHA DO LIVRO "A MAGIA DA ÁRVORE LUMINOSA"

Lá em Florianópolis, na Praia das Ostras, vivia a Turma da Bernunça, composta por cinco crianças: Paulo, Sandra, Janete, Carlos e Geraldino, eles eram muito amigos e viviam várias aventuras onde moravam, usando a imaginação e a criatividade, criando histórias e fazendo novos personagens.
     
Certa vez em uma dessas aventuras, Carlos e Geraldino sumiram, e ninguém conseguia acha-los em lugar algum pela redondeza. Quando já estava escurecendo, eles apontaram no mar, os garotos tinham ido para a Ilha do Luna, que era considerada pelos pescadores locais, assombrada, misteriosa e perigosa, diziam que quem estrava nela saía louco.
   
O resto da turma quis ir também, afinal todos tinham que conhecer o local e viver uma "aventura", junto com seus pais combinaram de ir no sábado pela manhã, a turma, o pai e a mãe de Carlos e Paulo (que eram irmãos), e um arqueólogo amigo da família, Rubão.
   
Quando chegou o dia combinado, e eles já estavam se preparando para sair, perceberam que o barco estava quebrado e não aguentaria leva-los para a viagem, a decepção foi geral, ninguém podia acreditar que o tão sonhado passeio tinha ido por água abaixo, eles teriam que esperar mais para realizar o sonho de conhecer a Ilha do Luna.
   
Depois que os adultos se foram, as crianças resolveram que iriam sair de qualquer jeito, prepararam as coisas, arrumaram um barco emprestado e foram. Lá o tempo fechou, e um temporal desabou impedindo as crianças de voltarem para casa. Elas precisaram se abrigar dentro da floresta onde uma figura misteriosa apareceu de dentro de um pé de Garapuvu, deixando todos aterrorizados.
   
Acontecimentos mirabolantes, lendas saindo dos livros, espíritos despertos agitam os amigos, mostrando que nada acontece por acaso e tudo traz consequências. Completamente narrado em terceira pessoa, Rosana Bond nos deixa maravilhados com a imensidão da nossa cultura.
   
Uma lição ecológica se revela, quando resolvem destruir a ilha. A união entre os moradores por conta de uma ideia das crianças que lutaram pelo que acreditavam e nunca desistiram dos seus objetivos, nos ensina que devemos ter força para lutar, e se, tivermos coragem para defender nossos ideais é possível mudar o local onde vivemos, deixando pouco a pouco um lugar melhor para morar.


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