segunda-feira, 26 de junho de 2017

RESENHA DO LIVRO "A MAGIA DA ÁRVORE LUMINOSA"

Lá em Florianópolis, na Praia das Ostras, vivia a Turma da Bernunça, composta por cinco crianças: Paulo, Sandra, Janete, Carlos e Geraldino, eles eram muito amigos e viviam várias aventuras onde moravam, usando a imaginação e a criatividade, criando histórias e fazendo novos personagens.
     
Certa vez em uma dessas aventuras, Carlos e Geraldino sumiram, e ninguém conseguia acha-los em lugar algum pela redondeza. Quando já estava escurecendo, eles apontaram no mar, os garotos tinham ido para a Ilha do Luna, que era considerada pelos pescadores locais, assombrada, misteriosa e perigosa, diziam que quem estrava nela saía louco.
   
O resto da turma quis ir também, afinal todos tinham que conhecer o local e viver uma "aventura", junto com seus pais combinaram de ir no sábado pela manhã, a turma, o pai e a mãe de Carlos e Paulo (que eram irmãos), e um arqueólogo amigo da família, Rubão.
   
Quando chegou o dia combinado, e eles já estavam se preparando para sair, perceberam que o barco estava quebrado e não aguentaria leva-los para a viagem, a decepção foi geral, ninguém podia acreditar que o tão sonhado passeio tinha ido por água abaixo, eles teriam que esperar mais para realizar o sonho de conhecer a Ilha do Luna.
   
Depois que os adultos se foram, as crianças resolveram que iriam sair de qualquer jeito, prepararam as coisas, arrumaram um barco emprestado e foram. Lá o tempo fechou, e um temporal desabou impedindo as crianças de voltarem para casa. Elas precisaram se abrigar dentro da floresta onde uma figura misteriosa apareceu de dentro de um pé de Garapuvu, deixando todos aterrorizados.
   
Acontecimentos mirabolantes, lendas saindo dos livros, espíritos despertos agitam os amigos, mostrando que nada acontece por acaso e tudo traz consequências. Completamente narrado em terceira pessoa, Rosana Bond nos deixa maravilhados com a imensidão da nossa cultura.
   
Uma lição ecológica se revela, quando resolvem destruir a ilha. A união entre os moradores por conta de uma ideia das crianças que lutaram pelo que acreditavam e nunca desistiram dos seus objetivos, nos ensina que devemos ter força para lutar, e se, tivermos coragem para defender nossos ideais é possível mudar o local onde vivemos, deixando pouco a pouco um lugar melhor para morar.


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domingo, 25 de junho de 2017

RESENHA DO LIVRO "A ÚLTIMA BATALHA"

Esse é o último livro da série "As Crônicas de Nárnia", que apesar de serem considerados livros infantis, Lewis nos traz lições de moral como ninguém, implícitas em metáforas, desde o primeiro livro. 
   
Neste volume, algo de errado está acontecendo, Aslan, o Grande leão voltou, o lugar devia estar em festa e comemorando por seu líder está de volta, mas, ele está diferente, só sai de noite, tem um porta voz, que é o macaco Manhoso, e o pior, etá obrigando os animais de Nárnia a servirem de escravos em Tashbaan, na Calormânia.
   
Todo o dinheiro que os animais deveriam ter arrecadado estava indo para o "Cofre de Narniano", em uma grande ironia, o Aslan que conhecíamos dos outros livros não era um acumulador de riquezas e sempre prezou pela liberdade de seus súditos.
   
O atual rei, Trinian, que ao tentar descobrir o que estava acontecendo, foi preso, ele e seu melhor amigo, o pônei Precioso.
   
Só mesmo um acontecimento mirabolante poderia ser capaz de reverter essa situação, e foi o que aconteceu, Eustáquio e Jill, apareceram novamente em Nárnia, para ajudar Trinian a tentar resolver essa situação. Eles libertaram o rei e foram até um abrigo secreto, lá eles se disfarçam de calormanos para facilitar a infiltração no meio dos outros.
   
Enquanto isso, Manhoso iludia todos os demais animais com ideias ilógicas e que contradiziam todos os princípios ensinados por Aslan, chegando até mesmo a afirmar que ele e Tash, que era o "deus" calormano que pregava o mal, eram a mesma pessoa.
   
Tentar descobrir o que estava acontecendo e devolver a paz e a ordem narniana era um dos objetivos das crianças e do rei, que não compreendiam todo a situação, eles precisariam de mais ajuda para expulsar os calormanos, uma batalha estava iminente.
     
O final é emocionante, sentimos nostalgia durante todas os capítulos deste último livro, escrevemos inúmeras possibilidades de um final, mas nunca seria algo imaginável o que Lewis escreveu.
     
A escrita de Lewis. tem uma linguagem fácil e acessível para qualquer um que tenha a mente aberta para um novo mundo, o escritor conclui a série de maneira brilhante. com a leveza e a sutileza que estamos acostumados a ver em suas obras.


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sábado, 24 de junho de 2017

RESENHA DO LIVRO "A CADEIRA DE PRATA"

Essa história começa na escola de Eustáquio e traz uma nova personagem, Jill, uma amiga de escola que se sentia excluída em relação as outras colegas de escola. Certa vez, ao fugir de uma confusão ela encontra o primo dos Pevensie, e eles resolvem chamar Aslam e pedir para irem para Nárnia. Felizmente, o pedido é atendido, e as crianças aparecem em um penhasco.
 
"Chorava porque alguém andara mexendo com ela. Como não vou contar uma história de escola, tratarei de falar o mais depressa possível sobre o colégio de Jill, assunto que não é nada simpático."
 
A menina chega antes e é recebida diretamente por Aslam, que lhe dá uma missão e quatro sinais, que ela e Eustáquio deveriam seguir rigorosamente, além disso, ela recebeu instruções de repetí-los todas as noites de forma que jamais esquecesse-os. O garoto chegou depois, e ambos foram soprados até o palácio do rei para dar início à missão.
 
Ao chegar no local indicado, Eustáquio pareceu perdido, e demorou a reconhecer Caspian, que agora estava muito idoso e partindo para uma última viagem para o leste, para tentar encontrar seu filho, o princípe Rilian, que estava desaparecido há muitos anos. Depois da partida do rei, as crianças vão até o palácio e são recebidos por Trumpink, que contou que a rainha tinha sido morta por uma serpente gigante e Rilian jurou vingança, e nessa busca ele desapareceu.
 
"Longe daqui é o reino de Nárnia. Ali vive um velho rei, que anda em aflição por não deixar um filho, um príncipe de seu próprio sangue, que venha a ser rei depois dele. Não tem herdeiro, pois seu único filho foi sequestrado há muitos anos."
 
Portanto, o objetivo da missão seria encontrar o princípe desaparecido, o problema é que como o reino já sofrera bastante com as perdas, o anão não queria deixar que as crianças fossem, então, na calada da noite, com ajuda da coruja Plumalume, Eustáquio e Jill partiram até a região pantanosa para pedir ajuda para uma criatura que aparece pela primeira vez na mitologia narniana, um paulama - uma figura humanóide mas quase confundível com o alagadiço - seu nome era Brejeiro.  Um pessimista nato, mas que estava disposto a entrar na aventura.
 
 "É verdade que quando eu digo 'bom dia' não estou querendo dizer que não vá chover... ou nevar... ou trovejar. Aposto que vocês não conseguiram dormir nenhum pouco."

Na difícil jornada do grupo, mas um cenário é apresentado: o note de Nárnia, na Terra dos Gigantes. Nos livros anteriores alguns deles apareceram e foram citados, porém a cidade deles e em especial essa raça aparece pela primeira vez nesse volume. Mais uma vez, o frio do inverno se mostra presente (o que em Nárnia é normalmente sinal de problema) e vários desafios são propostos afim de provar a firmeza e a fé das crianças em tudo que elas se dispuseram a acreditar.
 
"Lá pelas dez horas os pimeiros flocos miúdos começavam a cair nos braçes de Jill. Dez minutos mais tarde caíam com mais intensidade. Mais vinte minutos e o chão ficara branco. No fim de meia hora, uma boa tempestade ne neve fustigava-os, ofuscando-lhes a visão e prometendo durar o dia todo."
 
Com a mesma tendência narrativa dos livros anteriores, exemplificando a simplicidade da linguagem muito presente nos livros de Lewis, esse volume tem o mesmo narrador que além de contar a história sabe o que pensam os personagens. Diferentemente do livro anterior, no qual embora todos os pensamentos fossem revelados, havia um foco na história de Eustáquio, nesse, há uma forte presença em Jill, contando suas angústias, dúvidas e decisões.
 
"Jill deixou de repetir os sinais todas as noites e manhãs. A princípio, dizia para si que estava cansada demais; depois, simplesmente se esqueceu de tudo."
 
Com um enredo leve, mas possui menos aventuras que os outros volumes, embora não deixe de lado a ação (descrita da mesma forma, sem longas e detalhadas adjetivações), ela é menor que a dos outros livros. Nessa história, o poder de decisão de cada um é mostrado como primordial para a solução de problemas, e deixa claro que nunca é tarde demais para seguir o caminho certo e agir de acordo com o que Aslam diz.  
 
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sexta-feira, 23 de junho de 2017

RESENHA DO LIVRO "A VIAGEM DO PEREGRINO DA ALVORADA"

Edmundo e Lúcia foram passar o verão na casa de seus tios Arnaldo e Alberta e do filho deles Eustáquio, uma família extremamente séria e sem graça. Certa vez, os irmãos estavam no quarto aproveitando um tempo longe do primo e admirando um belo quadro de um barco na parede, até que o rapaz chegou e começou a zombar por causa das histórias sobre Nárnia que ele já os ouvira falar.
 
"Naquela tarde, estavam sentados na beira da cama no quarto de Lúcia, olhando para um quadro pendurado na parede - o único quadro de que gostavam em toda a casa."
 
Foi aí que aconteceu o inesperado, o barco do quadro começou a se movimentar e de repente as três crianças foram puxadas para dentro e caíram em alto-mar. Qual não foi a supresa que eles tiveram quando ao serem resgatados encontraram seu amigo e agora rei de Nárnia: Caspian. Explicaram que o país estava em perfeita paz e foi organizada essa missão no navio Peregrino da Alvorada para que ele fosse além das Ilhas Solitárias em busca dos sete fidalgos amigos do pai de Caspian que haviam desaparecido em uma missão pelos Mares Orientais.
 
"-Pois bem, no dia da minha coroação, com a aprovação de Aslam, jurei que se um dia estabelecesse a paz em Nárnia navegaria durante um ano para encontrar os amigos de meu pai, ou ter a certeza da morte deles e vingá-los caso pudesse."
 
Eustáquio não acreditava no que estava acontecendo, e enjoado como era começou a pedir para parar em um lugar onde ele pudesse "prestar queixa ao cônsul britânico", para ele aquela viagem seria a pior tortura que se podia imaginar. Para os outros tripulantes, só restava ter muita paciência para lidar com o garoto que nada conhecia sobre aventuras e fantasia.
 
"Quase todos nós já sabemos o que se pode encontrar numa toca de dragão, mas, como eu já disse, Eustáquio só lera livros que não servem para nada. Falavam de exportações e importações, de governos, de canos de esgoto, mas eram muito fracos em questão de dragões."
 
Nesta aventura, o conhecido país de Nárnia, e seus lugares que outrora foram palcos das mais famosas histórias, não aparecem, o que abre espaço para entrada de cenários e personagens totamente inéditos até agora. Ilhas mágicas e misteriosas, populações de espécies desconhecidas, magos e até estrelas aposentadas marcam este livro que na minha opinião é um dos melhores da série.
 
A narração, como nos outros volumes, é do ponto de vista de algum oobservador que não participa da histórias, entretanto, dessa vez, o foco maior é em Eustáquio, trazendo inclusive registros feitos por ele em seu diário. Nessa viagem, o garoto passa pelas mais desafiadoras experiências da sua vida, uma em particular consegue lhe transformar em uma pessoa muito melhor, revelando a ele o quão errada suas atitudes para com outros haviam sido.  
 
"Caiu sobre ele uma tristeza tremenda: via agora que os outros não eram tão maus como imaginara. E começou a pensar se ele próprio teria sido realmente aquela excelente pessoa que sempre julgara ser."
 
Um volume em alto mar, nele descobrimos os lugares mais perigosos de Nárnia, por isso Aslam aparece várias vezes de maneira rápida, como uma luz, guiando cada um para o caminho correto e impedindo que escolhas erradas os levem para a morte. Para finalizar a história, é revelada que essa é a última vez que os irmãos Pevensie estarão no lugar, o que embora com muita tristeza, é compreendido pelas crianças.
 
"-Aslam, Aslam, se é verdade que alguma vez nos amou, ajude-nos agora.
A escuridão não diminuiu, mas Lúcia começou a sentir-se um pouquinho melhor."
 
Assim como outras duas obras desse autor, ela também foi transformada em um filme com o mesmo nome do livro. Dessa vez, foi dirigido por Michael Apted e lançado em 2010, esse último foi muito mais resumido, algumas ilhas não apareceram no filme e outras ficaram juntas como se fossem uma só. O final também foi um pouco mais resumido do que na história original, mas ainda sim é mantida grande parte da essência da obra de Lewis.   
 
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