Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia eram quatro irmãos que durante a guerra tiveram que sair de Londres e ir passar um tempo em uma casa no campo onde morava um velho professor. O imóvel era enorme, cheio de lugares para explorar tanto dentro quanto na parte de fora, cheio de possiblidades de diversão no imenso jardim e nos bosques ao redor. Assim, foi durante uma dessas brincadeiras que Lúcia, a irmã caçula, entrou em um guarda-roupa para se esconder e acabou encontrando um lugar completamente diferente.
"Esse é o tipo de casa em que a gente pode fazer tudo o que quer. E além do mais, ninguém está nos ouvindo."
Nessa terra ela encontrou um fauno, o Sr. Tumnus, ele falou que a menina tinha chegado em Nárnia, uma terra onde havia um inverno eterno por causa da magia de uma feiticeira cruel e nela o Natal nunca chegava. Inicialmente, a criatura tinha pensado em entregar a garota à bruxa, a qual procurava humanos e torturava quem lhe desobedecia, mas ele acabou deixando-a voltar para casa.
Lúcia contou a aventura para os outros irmãos, que não acreditaram, e ao tentar chegar ao lugar, somente encontraram o fundo do guarda-roupa. O dias se passaram e a caçula andava muito infeliz, porque os irmãos, principalmente Edmundo, riam dela e "da sua terra imaginária". Certa vez, uma excursão pela casa pegou os irmãos de surpresa, e ao tentarem se esconder, eles se depararam com o misterioso guarda-roupa. Dessa vez, a história foi diferente, as crianças encontraram a famingerada terra desconhecida.
"Já não podia haver a menor dúvida. Ficaram os quatro, imóveis, piscando na luz fria da manhã de inverno."
Em Nárnia, o grupo encontra castores falantes, eles explicaram sobre uma profecia na qual quatro irmãos, dois meninos e duas meninas, seriam capazes de derrotar a feiticeira e acabar com o inverno que já durava muitos anos. Além disso, Aslam, o Grande Leão, voltaria para o lugar e ajudaria a restaurar o reino.
"Por isso, agora que ele já chegou, e que vocês também chegaram, tudo se encaminha para o fim. Sabemos que Aslam já veio outrora para essa região, mas há muito, muito tempo, ninguém sabe bem quando."
O enredo é incrível, uma história simples que conta como o amor e perdão são ferramentas importantes para vencer qualquer inimigo.É muito bonito como, embora haja um erro grave de um dos personagens, a
sua redenção se torna muito importante para o desnvolvimento da obra. Com uma clara referência bíblica à morte e ressurreição de Cristo, é uma forma de introduzir religião para as crianças e um marco na obra desse autor.
"Explico: a feiticeira pode conhecer a Magia Profunda, mas não sabe que há outra magia ainda mais profunda. O que ela sabe não vai além da aurora do tempo. Mas, se tivesse sido capaz de ver um pouco mais longe, de penetrar na escuridão e no silêncio que reinam antes da aurora do tempo, teria aprendido outro sortilégio."
Marcada por uma linguagem simples e em terceira pessoa, narrando a visão de um espectador da história, que, além de ver o que se passa, sabe o que os personagens sentem. Não existem longas cenas descritivas e muito adjetivadas, é uma narração muito mais enxuta. Essa obra - como as demais do universo de Nárnia - tem um foco primordial para crianças, o que não impede de o público mais velho se encantar com as grandes aventuras contadas.
Existe também um filme homônimo desse livro que foi dirigido por Andrew Adamson e lançado em 2005 no Reino Unido. Mantendo muitas características da obra original, a longa-metragem consegue contar de forma bela e com poucas supressões o que foi narrado no história.




