domingo, 27 de agosto de 2017

RESENHA DO LIVRO "VIAGEM AO CENTRO DA TERRA"

Lindenbrock é um grande professor de geologia que mora na Alemanha junto com seu sobrinho Axel e sua afilhada Grauben. O senhor era muito estudioso e sempre estava disposto a aprender coisas novas sobre a matéria ministrada por ele. Certa vez voltou para casa com vários livros antigos, e estudando-os junto com seu sobrinho encontrou uns escritos rúnicos de Arne Saknussemm, intrigado, o geólogo estava disposto a descobrir o significado e junto ao jovem Axel traduziu as runas como:

Desce na cratera de Yocul de Sneffels que a sombra 
do Scataris vem acariciar antes das calendas de julho,
viajante audacioso, e chegarás ao centro da Terra.
O que eu fiz. Arne Saknussemm.

Empolgado, o professor resolveu que faria essa viagem para Islândia a fim de descer ao centro da Terra, ele disse que Axel viria junto, mesmo com todas as contestações do sobrinho. O jovem estava com muito medo de que fosse apenas uma história fictícia e que eles morressem dentro da cratera do vulcão, que teoricamente extinto, mesmo assim, a insegurança do jovem não diminuiu.
 
"Pareceu-me impossível lutar contra meu destino. Subi ao meu quarto e deixei a mala escorregar pelo corrimão da escada. Desci atrás dela."

Eles se prepararam e partiram logo, o velho professor estava ansioso, essa seria a viagem de sua vida e ele não queria perder um só minuto. Afinal, seria uma longa travessia da Alemanha para a Islândia, e eles teriam que fazer uma comprida viagem pelo mar. Ao chegar no local, o professor contratou Hans para carregar as malas, que eram muitas. A preparação era complicada e eles deviam ser bem cuidadosos com seus mantimentos, pois logo ficariam sem ter como adquirir tudo o que era necessário para a viagem.
 
"Entretanto, as minhas pernas começavam a não querer transportar-me. Eu resitia às minhas torturas para não obrigar meu tio a retroceder"

Juntos, os três aventureiros entraram na cratera do vulcão, acreditando bastante e se apegando firmemente a ideia que ele estava extinto, porque senão a jornada terminaria de modo trágico. A aventura foi dura e muito difícil, os alimentos eram racionalizados para durarem por toda a trajetória, a água era rara e o jovem foi o que mais sofreu com isso. A força física de Hans,a sabedoria de Lindenbrook e a cautela de Axel foram aliados poderosos para que eles chegassem vivos ao seu destino.
 
"Eu fui sempre da opinião do professor Lindenbrock e invejei a perfeita indiferença de Hans. Sem se preocupar com as causas e os efeitos, ele ia cegamente para onde levava o seu destino."

Esse livro clássico de 1864, escrito pelo brilhante autor francês Julio Verne, conta uma aventura irreal, mas muito bem fundamentada nos princípios sociais da época, havendo uma descrição muito maior do caminho do que do destino, causando uma certa ansiedade ao leitor. A história é toda escrita pelo ponto de vista de Axel, com uma linguagem não muito fácil por ser um livro mais antigo, a descrição é muito bem feita, característica marcante desse volume, temos contato com a cultura da época e aprendemos novas palavras (bem didático, mas importante), além de espécies animais e vegetais antigas que também vemos, vale a pena se entregar a essa grande aventura.
 
Essa é uma das obras mais conhecidas de Verne e é uma precursora da ficção científica mundial, é o terceiro lançamento desse autor que teve grande destaque no cenário literário europeu na segunda metade do século XIX e no início de século XX. Ele, até hoje influencia novos autores desse gênero e adaptações cinematográficas, como o filme homônimo de 2008 e dirigido por Eric Brevig - o qual não narra a história original, mas sim uma aventura de volta já no século XXI. 


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sexta-feira, 21 de julho de 2017

RESENHA DO LIVRO "PERCY JACKSON E O ÚLTIMO OLIMPIANO"

Chegou a hora da batalha final entre o titã Cronos e o Olimpo, mas, o Acampamento Meio-Sangue tem poucos campistas, os deuses não contavam com o ataque de Tifão, que estava adormecido e se levantou causando mais problemas e o desvio das tarefas normais de batalha e a ida deles para defender o outro lado. Para piorar a situação, Poseidon  também estava em guerra com os deuses marinhos antigos. Hades se recusava a ajudar e Deméter estava recolhida sem a mínima vontade de lutar.
      
Percy e Charles, que era um filho de Hefesto, tentaram explodir o navio onde Cronos juntava seu exército, a fim de retardar ou apenas diminuir o poder do maligno titã, mas, o plano deu errado, como se o vilão já soubesse que ocorreria o ataque, trazendo para todos uma triste certeza: havia um espião no acampamento, e ele estava passando todas as informações para o inimigo dos deuses. Nessa fracassada investida, a vida de Charles foi tomada reduzindo ainda mais a quantidade de soldados.
      
Os campistas organizaram a defesa e dividiram as tarefas entre os chalés, menos para o chalé de Ares, que decidiu não lutar por causa de uma briga fútil com outro chalé, isso trouxe mais problemas, com a falta deles enfraqueceria o lado olimpiano pois a maioria dos melhores e mais corajosos guerreiros estava reunida nessa comunidade. Por sorte as caçadoras de Ártemis chegaram para ajudar, trazendo uma nova esperança, mas não compensando 100% os outros.
      
A luta havia sido difícil, mas, pior ainda foi descobrir que o espião atacou novamente. Onde havia exércitos fortes mal houve ataque, estes haviam se concentrado em pontos mais frágeis da defesa. Essa pessoa deveria ser descoberta... e logo.
      
Em surpresas de ambos os lados, ajudas inesperadas, momentos de alegria e esperança, idéias malucas para evitarem a derrota e revelações emocionantes sobre o passado de vários personagens marcam esse livro.
      
O momento mais emocionante é quando finalmente descobrem o espião, que se revela da maneira mais dramática possível, um momento humano em meio a uma batalha tão cruel. Outra cena marcante é a despedida dos que se foram, uma cena de arrancar lágrimas de qualquer um.
      
Descrições incríveis, sonhos que revelam histórias verdadeiras de dor e melancolia recheiam essa trama épica de Rick Riordan, que encerra de maneira genial essa série, aonde tudo se encaixa no final em um enredo muito maior e com outros heróis. O livro nos leva a reflexão de verdadeiros valores como a lealdade. E quando o final chega sentimos uma imensa vontade de ler tudo de novo e sentir-se mais uma vez dentro desse mundo maravilhoso, revemos momentos incríveis e cenas inesquecíveis, tudo junto em uma explosão de sentimentos que se misturam dentro de nós. Vale a pena viver essa aventura. 

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quarta-feira, 19 de julho de 2017

RESENHA DO LIVRO "PERCY JACKSON E A BATALHA DO LABIRINTO"

Percy estava ansioso pelo início do verão e para voltar para o acampamento, mas, um ataque de empousas em uma visita escolar faz ele perceber o quão ansiosos estão os monstros para devora-lo.
      
Ao chegar ao acampamento ele descobre que Quírion contratou mais um novo instrutor, Quintus, um sujeito desconhecido por todos e que tem atitudes estranhas levantando muitas suspeitas, além de ter um cão infernal como animal de estimação.
   
Certa noite em uma atividade de treinamento, Percy e Annabeth são surpreendidos com a descoberta de uma entrada para o Labirinto de Dédalo dentro dos limites do acampamento, que seria uma importante ferramenta para ajudar Cronos e seu exército de monstros a invadir o local sem serem impedidos pelas barreiras mágicas. Faltava apenas ele conseguir orientar-se pelo labirinto, para isso, ele precisaria do Fio de Ariadne, a ferramenta mais útil em orientação, ele estaria na oficina de Dédalo.
      
A filha de Atena recebe a missão de entrar no labirinto e junto com Percy, Tyson e Grover encontrar o inventor antes dos seguidores do titã e impedir uma invasão precoce ao acampamento.
      
Monstros que não podem ser mortos, seres perigosos que guardam o labirinto e flashbacks que contam a história de Dédalo e seus inúmeros erros enchem essa aventura de agonia e desespero com descrições extremamente bem feitas e quebra-cabeças ardilosos planejados por Rick Riordan que levam a qualidade do livro para as alturas.
      
A ajuda de alguém inesperado faz que questionemos nossos limites e mostra que sempre precisaremos de ajuda de alguém e que o nosso herói pode nos decepcionar.
      
Em uma cena chocante o senhor dos titãs se levanta definitivamente surpreendendo todo mundo. Neste livro começamos a sentir o peso das profecias, e a dor da perda de amigos queridos em uma pequena amostra da batalha que estava por vir.
      
A união de amigos e a entrega de um pelo outro em um planejamento de batalha extremamente organizado entra em contraste com a dor da amargura e o arrependimento de atitudes equivocadas e decisões tomadas erradas da vida, ambas encaixadas de maneira brilhante no quarto livro da saga "Percy Jackson e os Olimpianos".    

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

RESENHA DO LIVRO "PERCY JACKSON E A MALDIÇÃO DO TITÃ"

Percy, Annabeth e Thalia recebem um chamado urgente de Grover, dois meio-sangues foram encontrados e precisavam ser escoltados em segurança para o acampamento Meio-Sangue, porque estavam na mira de um monstro.
      
Mas infelizmente a operação de resgate deu muito errado, e seria pior se Ártemis e suas caçadoras não tivessem chegado, mas, mesmo assim elas não conseguiram impedir que Annabeth fosse sequestrada.
     
Nico e Bianca, que eram os meio-sangues que deveriam ir para o acampamento, chegaram lá em segurança, mas no meio do caminho a garota resolveu que se juntaria a caçada e deixaria Nico, que era seu irmão, aos cuidados dos semideuses.
     
Depois eles descobriram que um monstro antigo, muito poderoso e que trazia sérios perigos para o Olimpo havia se levantado, e Ártemis que era a única deusa que podia encontra-lo tinha sido sequestrada. Então cabia a Percy, Thalia, Grover, Bianca e Zöe, que era a líder das caçadoras, encontrar o monstro e salvar Ártemis com pouquíssimas pistas do que encontrariam pelo caminho.
     
Em uma aventura melancólica aonde ocorre a primeira perda de grandes heróis e as consequências eternas de atitudes erradas. Nessa história Rick Riordan traz uma versão diferente do conto clássico de Herácles e do Jardim das Hespérides e antigos monstros conhecidos nossos vêm nos fazer uma "visita".
    
Percy e seus amigos precisam enfrentar vários desafios para conseguir impedir ou pelo menos retardar a guerra contra o senhor dos titãs que usa o melhor de seus planos honrando o título de o Tortuoso que lhe foi dado.
      
A trama é escrita em primeira pessoa mostrando o ponto de vista de Percy, trazendo todas as suas angústias para nós leitores, o único ponto negativo nessa escrita é que na hora da batalha fica mais difícil a visualização do todo que é descrito com menos intensidade.
    
O enredo ainda traz a lealdade de Percy aos seus amigos, a entrega de Zöe e o amor de Bianca para seu irmão Nico com um final muito doloroso.      

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sábado, 15 de julho de 2017

RESENHA DO LIVRO "PERCY JACKSON E O MAR DE MONSTROS"

O ano de Percy estava incrivelmente tranquilo, sem ataques monstruosos, sem problemas com a direção da escola, sem dever de casa explosivo e um a chegada de um novo personagem: Tyson, grande e desajeitado era o único amigo do protagonista, e vice-versa. O último dia de aula tinha tudo para coroar o ano letivo mais normal da vida do garoto, mas um sonho com seu amigo Grover em perigo despertou nele todo aquele estado de alerta para problemas mitológicos que ele conhecia muito bem.
 
"Só faltava um dia. Certamente, nem eu podia estragar tudo"
 
Infelizmente, sua preocupação se concretizou com um grande ataque de gigantes canibais, chamados lestrigões, em sua escola, culminando em um incêndio, explosões e provavelmente mais uma expulsão. Durante a confusão Annabeth apareceu e rapidamente tirou Percy e Tyson da situação. A viagem para o Acampamento foi confusa e com a previsão de mais problemas para o grupo.
      
Mais uma vez, a chegada foi dramática, um ataque de touros de bronze revelou para os recém-chegados que esse verão seria talvez o mais díficil da vida deles e um dos motivos era que a fronteira mágica que protegia o acampamento contra os montros materializada na árvora de Thalia - que outrora tinha sido uma corajosa campista e filha de Zeus - tinha sido envenenada.
 
"O que me preocupava era que os touros estavam se movimentando por toda a colina, inclusive atrás do pinheiro. Aquilo não deveria ser possível."

Para piorar a situação, Quirion foi despedido das atividades de diretor, tido como culpado e seria substituído por um tal sujeito chamado Tântalo, que estava disposto a dificultar muito a vida dos campistas naquele ano. Para finalizar o dia, Percy tem mais uma surpresa, Tyson era na verdade um ciclope e seu meio-irmão. 
      
A volta de pesadelos com seu grande amigo Grover, sequestrado e preso na Ilha de Polifemo, onde coincidentemente estaria a única cura para a árvore de Thalia, impulsiona Percy e Annabeth pedirem autorização para saírem em missão. Entretanto, o novo diretor decidiu entregar a missão para Clarisse, uma campista de filha de Ares que tinha algumas divergências com os protagonistas.
      
Isso não impediu de Percy, Annabeth e Tyson, com uma pequena ajuda, sair as escondidas do acampamento e se aventurar no Triângulo das Bermudas, que era o Mar de Monstros da mitologia, a fim de tentar encontrar, a única coisa capaz de livrar o acampamento e resgatar Grover.
    
A inspiração em "A Odisseia", a história de Ulisses e como ele navegou no Mar de Monstros e enfrentou inimigos, é pano de fundo para o volta de várias figuras repaginadas para o século XXI, em uma aventura totalmente marítima, com a descoberta de histórias do passado e de novos poderes dos pesonagens. 
 
"Essa coisa de 'Ninguém' poderia não ter feito sentido para outras pessoas, mas Annabeth me explicara que era esse o nome que Ulisses usara para enganar Polifemo séculos atrás, antes que ele acertasse o olho do ciclope com uma grande estaca quente."
 
Com perdas e reencontros, cenas de batalhas emocionantes nas quais a sagacidade de Annabeth, a coragem de Clarisse, o improviso de Grover, a força de Tyson e a determinação de Percy são suficientes para vencer qualquer inimigo que aparça no caminho, estejam eles juntos ou separados.
 
"Grover encontrara um fêmur de carneiro, o que não o deixou muito satisfeito, mas o segurava como um porrete, pronto para atacar."
 
Nesse segundo livro mais uma vez Rick Riordan aposta em um estilo narrativo  repleto de diálogos com o leitor, em uma narração contada na voz de Percy, com suas dúvidas, piadas e pensamentos. Escrito em uma linguagem fácil e na mesma estrutura do primeiro livro, mistérios revelados aos poucos, inúmeras surpresas a cada capítulo. Além de que, em vários pontos do livro são retomadas ou re-explicadas algumas situações do volume anterior.
 
"Normalmente, correr para ajudar Clarisse não estaria no topo da minha lista de 'coisas a fazer'. Ela era uma das maiores encrenqueiras do acampamento."     
 
Mais uma vez a história se encaixa completamente nos últimos capítulos e aquelas cenas que parecem que não mudariam nada na construção do enredo, se revelam peças fundamentais para a continuidade de um dos planos mais sórdidos para a destruição do ocidente.

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sexta-feira, 14 de julho de 2017

RESENHA DO LIVRO "PERCY JACKSON E O LADRÃO DE RAIOS"

"Olhe, eu não queria ser um meio-sangue"
 
Da autoria de Rick Riordan, é assim que começa uma das melhores séries da literaratura atual.
 
Percy era um garoto com uma vida normal, novaiorquino, disléxico e com TDAH, morava com sua mãe Sally Jackson e seu padrasto Gabe. Nunca conhecera seu pai e via sua mãe trabalhar constantemente para mantê-lo em uma escola particular no norte do estado de Nova York, a Academia Yancy, onde seu único amigo era um garoto magrelo chamado Grover e o único profesor cuja aula o interessava era o senhor Brunner, que ensinava latim.
 
Depois de um acidente em uma excursão com a escola, todas as coisas anormais que já haviam acontecido com Percy pareceram voltar a tona juntamente com  sonhos esquisitos, ocasionando, no fim, e de novo, a expulsão do garoto do colégio, pela sexta vez em seis anos.
 
Voltar para casa não foi fácil, mas se tornou ainda mais díficil quando figuras da mitologia grega pareciam estar saindo dos livros e  invadindo a sua vida. Em casa, a proposta de viajar para Montauk com sua mãe pareceu aliviar a tensão e trazer tranquilidade por uns tempos. Mal sabia ele que esse passeio de fim de semana abriria as portas para a descoberta mais impactante da sua vida: a de que seu pai não estava morto, mas sim que era um dos 12 deuses do Olimpo, além de que toda a mitologia da aula de latim não só era real, mas tembém poderia matá-lo e o único lugar seguro para crianças como ele era o Acampamento Meio-Sangue.
 
Lá, ele faz amizade com Annabeth, filha de Atena, Luke, filho de Hermes, e descobre que Grover era na verdade um sátiro. A adaptação ao lugar foi realmente boa, mas Percy ainda não tinha descoberto quem era seu pai, e, foi durante uma atividade rotineira que sua vida sofreu mais uma reviravolta. Além de descobrir que ele era filho de Poseidon, o garoto recebeu a complicada tarefa de encontrar a arma mais poderosa de todas, o raio-mestre de Zeus, que tinha sido roubado no Olimpo.
 
Acompanhado por Annabeth e Grover, Percy cruza os Estados Unidos combatendo monstros e fugindo da polícia para tentar chegar no Mundo Inferior para confrontar Hades, que era um grande suspeito de  ter roubado a arma e estar esperando o início de uma grande guerra entre os olimpianos.
 
"No acampamento a gente treina, treina. E é legal e tudo mais, mas o mundo real é onde os monstros estão. é onde a gente descobre se serve para alguma coisa ou não"
 
Grandes decobertas embalam essa aventura recheada de deuses, monstros e batalhas, até que no fim o início de um plano sórdido contra toda a civilização ocidental é revelado. Amigos se tornam inimigos e o verdadeiro vilão é revelado, abrindo portas para uma saga surpreendente e cheia de aventura, coragem e reviravoltas surpreendentes.
 
"Mais que tudo, eu precisava ter uma conversa séria com ... que me enganara"
 
Toda a série é escrita em primeira pessoa, em uma linguagem simples, com muita conversa e interação com o leitor, que é sempre convidado para participar dos devaneios de Percy. Além disso, colocar o protagonista como alheio a grande parte das situações é muito útil, pois muitas perguntas que nós leitores faríamos aos personagens, são feitas pelo próprio personagem.
 
"Se você está lendo isso porque acha que pode ser um, meu conselho é o seguinte: feche esse livro agora mesmo."
 
No fim, é uma aventura completa. Muita fantasia e elementos surreais interagem com mistérios que surgem a cada página, prendendo o leitor na obra e convidando-o para adentrar no Acampamento Meio- Sangue e abraçar todas as consequências que essa decisão pode trazer.         
      
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segunda-feira, 26 de junho de 2017

RESENHA DO LIVRO "A MAGIA DA ÁRVORE LUMINOSA"

Lá em Florianópolis, na Praia das Ostras, vivia a Turma da Bernunça, composta por cinco crianças: Paulo, Sandra, Janete, Carlos e Geraldino, eles eram muito amigos e viviam várias aventuras onde moravam, usando a imaginação e a criatividade, criando histórias e fazendo novos personagens.
     
Certa vez em uma dessas aventuras, Carlos e Geraldino sumiram, e ninguém conseguia acha-los em lugar algum pela redondeza. Quando já estava escurecendo, eles apontaram no mar, os garotos tinham ido para a Ilha do Luna, que era considerada pelos pescadores locais, assombrada, misteriosa e perigosa, diziam que quem estrava nela saía louco.
   
O resto da turma quis ir também, afinal todos tinham que conhecer o local e viver uma "aventura", junto com seus pais combinaram de ir no sábado pela manhã, a turma, o pai e a mãe de Carlos e Paulo (que eram irmãos), e um arqueólogo amigo da família, Rubão.
   
Quando chegou o dia combinado, e eles já estavam se preparando para sair, perceberam que o barco estava quebrado e não aguentaria leva-los para a viagem, a decepção foi geral, ninguém podia acreditar que o tão sonhado passeio tinha ido por água abaixo, eles teriam que esperar mais para realizar o sonho de conhecer a Ilha do Luna.
   
Depois que os adultos se foram, as crianças resolveram que iriam sair de qualquer jeito, prepararam as coisas, arrumaram um barco emprestado e foram. Lá o tempo fechou, e um temporal desabou impedindo as crianças de voltarem para casa. Elas precisaram se abrigar dentro da floresta onde uma figura misteriosa apareceu de dentro de um pé de Garapuvu, deixando todos aterrorizados.
   
Acontecimentos mirabolantes, lendas saindo dos livros, espíritos despertos agitam os amigos, mostrando que nada acontece por acaso e tudo traz consequências. Completamente narrado em terceira pessoa, Rosana Bond nos deixa maravilhados com a imensidão da nossa cultura.
   
Uma lição ecológica se revela, quando resolvem destruir a ilha. A união entre os moradores por conta de uma ideia das crianças que lutaram pelo que acreditavam e nunca desistiram dos seus objetivos, nos ensina que devemos ter força para lutar, e se, tivermos coragem para defender nossos ideais é possível mudar o local onde vivemos, deixando pouco a pouco um lugar melhor para morar.


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domingo, 25 de junho de 2017

RESENHA DO LIVRO "A ÚLTIMA BATALHA"

Esse é o último livro da série "As Crônicas de Nárnia", que apesar de serem considerados livros infantis, Lewis nos traz lições de moral como ninguém, implícitas em metáforas, desde o primeiro livro. 
   
Neste volume, algo de errado está acontecendo, Aslan, o Grande leão voltou, o lugar devia estar em festa e comemorando por seu líder está de volta, mas, ele está diferente, só sai de noite, tem um porta voz, que é o macaco Manhoso, e o pior, etá obrigando os animais de Nárnia a servirem de escravos em Tashbaan, na Calormânia.
   
Todo o dinheiro que os animais deveriam ter arrecadado estava indo para o "Cofre de Narniano", em uma grande ironia, o Aslan que conhecíamos dos outros livros não era um acumulador de riquezas e sempre prezou pela liberdade de seus súditos.
   
O atual rei, Trinian, que ao tentar descobrir o que estava acontecendo, foi preso, ele e seu melhor amigo, o pônei Precioso.
   
Só mesmo um acontecimento mirabolante poderia ser capaz de reverter essa situação, e foi o que aconteceu, Eustáquio e Jill, apareceram novamente em Nárnia, para ajudar Trinian a tentar resolver essa situação. Eles libertaram o rei e foram até um abrigo secreto, lá eles se disfarçam de calormanos para facilitar a infiltração no meio dos outros.
   
Enquanto isso, Manhoso iludia todos os demais animais com ideias ilógicas e que contradiziam todos os princípios ensinados por Aslan, chegando até mesmo a afirmar que ele e Tash, que era o "deus" calormano que pregava o mal, eram a mesma pessoa.
   
Tentar descobrir o que estava acontecendo e devolver a paz e a ordem narniana era um dos objetivos das crianças e do rei, que não compreendiam todo a situação, eles precisariam de mais ajuda para expulsar os calormanos, uma batalha estava iminente.
     
O final é emocionante, sentimos nostalgia durante todas os capítulos deste último livro, escrevemos inúmeras possibilidades de um final, mas nunca seria algo imaginável o que Lewis escreveu.
     
A escrita de Lewis. tem uma linguagem fácil e acessível para qualquer um que tenha a mente aberta para um novo mundo, o escritor conclui a série de maneira brilhante. com a leveza e a sutileza que estamos acostumados a ver em suas obras.


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sábado, 24 de junho de 2017

RESENHA DO LIVRO "A CADEIRA DE PRATA"

Essa história começa na escola de Eustáquio e traz uma nova personagem, Jill, uma amiga de escola que se sentia excluída em relação as outras colegas de escola. Certa vez, ao fugir de uma confusão ela encontra o primo dos Pevensie, e eles resolvem chamar Aslam e pedir para irem para Nárnia. Felizmente, o pedido é atendido, e as crianças aparecem em um penhasco.
 
"Chorava porque alguém andara mexendo com ela. Como não vou contar uma história de escola, tratarei de falar o mais depressa possível sobre o colégio de Jill, assunto que não é nada simpático."
 
A menina chega antes e é recebida diretamente por Aslam, que lhe dá uma missão e quatro sinais, que ela e Eustáquio deveriam seguir rigorosamente, além disso, ela recebeu instruções de repetí-los todas as noites de forma que jamais esquecesse-os. O garoto chegou depois, e ambos foram soprados até o palácio do rei para dar início à missão.
 
Ao chegar no local indicado, Eustáquio pareceu perdido, e demorou a reconhecer Caspian, que agora estava muito idoso e partindo para uma última viagem para o leste, para tentar encontrar seu filho, o princípe Rilian, que estava desaparecido há muitos anos. Depois da partida do rei, as crianças vão até o palácio e são recebidos por Trumpink, que contou que a rainha tinha sido morta por uma serpente gigante e Rilian jurou vingança, e nessa busca ele desapareceu.
 
"Longe daqui é o reino de Nárnia. Ali vive um velho rei, que anda em aflição por não deixar um filho, um príncipe de seu próprio sangue, que venha a ser rei depois dele. Não tem herdeiro, pois seu único filho foi sequestrado há muitos anos."
 
Portanto, o objetivo da missão seria encontrar o princípe desaparecido, o problema é que como o reino já sofrera bastante com as perdas, o anão não queria deixar que as crianças fossem, então, na calada da noite, com ajuda da coruja Plumalume, Eustáquio e Jill partiram até a região pantanosa para pedir ajuda para uma criatura que aparece pela primeira vez na mitologia narniana, um paulama - uma figura humanóide mas quase confundível com o alagadiço - seu nome era Brejeiro.  Um pessimista nato, mas que estava disposto a entrar na aventura.
 
 "É verdade que quando eu digo 'bom dia' não estou querendo dizer que não vá chover... ou nevar... ou trovejar. Aposto que vocês não conseguiram dormir nenhum pouco."

Na difícil jornada do grupo, mas um cenário é apresentado: o note de Nárnia, na Terra dos Gigantes. Nos livros anteriores alguns deles apareceram e foram citados, porém a cidade deles e em especial essa raça aparece pela primeira vez nesse volume. Mais uma vez, o frio do inverno se mostra presente (o que em Nárnia é normalmente sinal de problema) e vários desafios são propostos afim de provar a firmeza e a fé das crianças em tudo que elas se dispuseram a acreditar.
 
"Lá pelas dez horas os pimeiros flocos miúdos começavam a cair nos braçes de Jill. Dez minutos mais tarde caíam com mais intensidade. Mais vinte minutos e o chão ficara branco. No fim de meia hora, uma boa tempestade ne neve fustigava-os, ofuscando-lhes a visão e prometendo durar o dia todo."
 
Com a mesma tendência narrativa dos livros anteriores, exemplificando a simplicidade da linguagem muito presente nos livros de Lewis, esse volume tem o mesmo narrador que além de contar a história sabe o que pensam os personagens. Diferentemente do livro anterior, no qual embora todos os pensamentos fossem revelados, havia um foco na história de Eustáquio, nesse, há uma forte presença em Jill, contando suas angústias, dúvidas e decisões.
 
"Jill deixou de repetir os sinais todas as noites e manhãs. A princípio, dizia para si que estava cansada demais; depois, simplesmente se esqueceu de tudo."
 
Com um enredo leve, mas possui menos aventuras que os outros volumes, embora não deixe de lado a ação (descrita da mesma forma, sem longas e detalhadas adjetivações), ela é menor que a dos outros livros. Nessa história, o poder de decisão de cada um é mostrado como primordial para a solução de problemas, e deixa claro que nunca é tarde demais para seguir o caminho certo e agir de acordo com o que Aslam diz.  
 
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sexta-feira, 23 de junho de 2017

RESENHA DO LIVRO "A VIAGEM DO PEREGRINO DA ALVORADA"

Edmundo e Lúcia foram passar o verão na casa de seus tios Arnaldo e Alberta e do filho deles Eustáquio, uma família extremamente séria e sem graça. Certa vez, os irmãos estavam no quarto aproveitando um tempo longe do primo e admirando um belo quadro de um barco na parede, até que o rapaz chegou e começou a zombar por causa das histórias sobre Nárnia que ele já os ouvira falar.
 
"Naquela tarde, estavam sentados na beira da cama no quarto de Lúcia, olhando para um quadro pendurado na parede - o único quadro de que gostavam em toda a casa."
 
Foi aí que aconteceu o inesperado, o barco do quadro começou a se movimentar e de repente as três crianças foram puxadas para dentro e caíram em alto-mar. Qual não foi a supresa que eles tiveram quando ao serem resgatados encontraram seu amigo e agora rei de Nárnia: Caspian. Explicaram que o país estava em perfeita paz e foi organizada essa missão no navio Peregrino da Alvorada para que ele fosse além das Ilhas Solitárias em busca dos sete fidalgos amigos do pai de Caspian que haviam desaparecido em uma missão pelos Mares Orientais.
 
"-Pois bem, no dia da minha coroação, com a aprovação de Aslam, jurei que se um dia estabelecesse a paz em Nárnia navegaria durante um ano para encontrar os amigos de meu pai, ou ter a certeza da morte deles e vingá-los caso pudesse."
 
Eustáquio não acreditava no que estava acontecendo, e enjoado como era começou a pedir para parar em um lugar onde ele pudesse "prestar queixa ao cônsul britânico", para ele aquela viagem seria a pior tortura que se podia imaginar. Para os outros tripulantes, só restava ter muita paciência para lidar com o garoto que nada conhecia sobre aventuras e fantasia.
 
"Quase todos nós já sabemos o que se pode encontrar numa toca de dragão, mas, como eu já disse, Eustáquio só lera livros que não servem para nada. Falavam de exportações e importações, de governos, de canos de esgoto, mas eram muito fracos em questão de dragões."
 
Nesta aventura, o conhecido país de Nárnia, e seus lugares que outrora foram palcos das mais famosas histórias, não aparecem, o que abre espaço para entrada de cenários e personagens totamente inéditos até agora. Ilhas mágicas e misteriosas, populações de espécies desconhecidas, magos e até estrelas aposentadas marcam este livro que na minha opinião é um dos melhores da série.
 
A narração, como nos outros volumes, é do ponto de vista de algum oobservador que não participa da histórias, entretanto, dessa vez, o foco maior é em Eustáquio, trazendo inclusive registros feitos por ele em seu diário. Nessa viagem, o garoto passa pelas mais desafiadoras experiências da sua vida, uma em particular consegue lhe transformar em uma pessoa muito melhor, revelando a ele o quão errada suas atitudes para com outros haviam sido.  
 
"Caiu sobre ele uma tristeza tremenda: via agora que os outros não eram tão maus como imaginara. E começou a pensar se ele próprio teria sido realmente aquela excelente pessoa que sempre julgara ser."
 
Um volume em alto mar, nele descobrimos os lugares mais perigosos de Nárnia, por isso Aslam aparece várias vezes de maneira rápida, como uma luz, guiando cada um para o caminho correto e impedindo que escolhas erradas os levem para a morte. Para finalizar a história, é revelada que essa é a última vez que os irmãos Pevensie estarão no lugar, o que embora com muita tristeza, é compreendido pelas crianças.
 
"-Aslam, Aslam, se é verdade que alguma vez nos amou, ajude-nos agora.
A escuridão não diminuiu, mas Lúcia começou a sentir-se um pouquinho melhor."
 
Assim como outras duas obras desse autor, ela também foi transformada em um filme com o mesmo nome do livro. Dessa vez, foi dirigido por Michael Apted e lançado em 2010, esse último foi muito mais resumido, algumas ilhas não apareceram no filme e outras ficaram juntas como se fossem uma só. O final também foi um pouco mais resumido do que na história original, mas ainda sim é mantida grande parte da essência da obra de Lewis.   
 
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

RESENHA DO LIVRO "O PRÍNCIPE CASPIAN"

Nárnia já não era a mesma fazia muito tempo. Invadida pelos telmarinos há muito tempo e governada por eles há gerações, animais falantes e criaturas místicas como sátiros, ninfas e anões já não passavam de lendas que nem contadas podiam ser. A Era de Ouro do governo dos irmãos Pervensie e a vinda de Aslam era tida apenas como uma fantasia antiga e história de ninar.
 
"-Foi um antepassado de Vossa Alteza, Caspian I, que conquistou Nárnia e fez dela seu reino -disse o doutor Cornelius- Foi ele quem trouxe a sua gentepara cá. Porque vocês não são narnianos de origem, mas telmarinos."
 
Miraz era o rei, um soberano cruel que usurpou o trono de seu irmão Caspian IX, ele criava seu sobrinho Caspian X, herdeiro verdadeiro e apaixonado pelas histórias da Nárnia do passado e desejava andentemente ser o rei daquela terra mágica e próspera que as histórias narravam. Para complicar ainda mais a situação, a esposa de Miraz teve um filho, que facilmente poderia herdar o trono e continuar o reinado sombrio de seu pai.
 
"Titio não sabe? Dos tempos em que tudo era diferente. Em que os animais falavam, em que as fontes e as árvores eram habitadas por bonitas criaturas chamadas náiades e dríades. E havia também anões, e os bosques eram povoados de pequeninos faunos, que tinham patas iguais às dos bodes, e..."
 
É nesse cenário que Caspian foge do palácio com o auxílio de seu tutor, é nessa viagem que o príncipe encontra uma pequena parte dos seres que outrora habitavam livres e felizem: animais falantes, anões e centauros. Certas espécies místicas continuavam desaparecidas, mas para ele, o que importava era que a Era de Ouro de Nárnia das histórias era real e talvez algum dia ele pudesse reinar sobre ela.
 
"-Tem razão, rei Caspian -disse Caça-trufas- Enquanto for fiel à antiga Nárnia você será o meu rei, haja o que houver. Vida longa ao rei."
 
Na outra ponta da história temos a volta dos irmãos Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia que misteriosamente aparecem em uma ilha com um castelo em ruínas. Com a força de verdadeiros reis e rainhas de Nárnia e junto com a ajuda de um anão amigo do príncipe, eles resolvem partir para o local onde o exército narniano se reunia para auxiliá-los na batalha contra os telmarinos.
 
Com uma linguagem simples e a partir do ponto de vista de quem observa, ora o livro narra a história de Caspian, suas aventuras e seu encontro com as antigos narnianos, ora a história dos irmãos Pevensie e como eles chegaram para ajudar na deposição de Miraz é o foco narrativo. Isso traz para o leitor uma visão completa da história, lhe dando um contato próximo tanto com personagens antigos quanto com os novos personagens.
 
Um marco nos livros de Lewis é a linguagem simples e objetiva - principalmente porque aa história é voltada para crianças. Assim como em "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa" não há longas descrições das batalhas. existe apenas uma visão minimalista sem tantas adjetivações, o que deixa o livro menos épico, mas não menos interessante e apaixonante.
 
"Miraz e Pedro atiravam-se um ao outro como tigre irados. Os golpes se cruzavam tão rápidos que parecia impossível que algum deles viesse a escapar."
 
Este volume, assim como "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa" também tem sua versão em filme, que possui o mesmo nome do livro. Dirigido também por Andrew Adamson e lançado em 2008 é uma história que mantém as principais características do livro, possui algumas alterações e supressões do enredo original, entretanto do ponto de vista de adaptações cinematográficas é um bom trabalho.       
 
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

RESENHA DO LIVRO "O CAVALO E SEU MENINO"

Shasta era o filho adotivo do pescador Arriche e moravam no sul da Calormânia, terra dos adoradores de Tash e de tarcaãs e tarcaínas que sonhavam ter domínio sobre Nárnia e Arquelândia. O garoto sofria muito, não só com a pobreza, mas também com agressões. Certa vez, a chegada de um viajante peindo estadia mudou completamente os rumos dessa história. 
 
"Pela pulseira de ouro que o estrangeiro usava, Arriche logo viu que se tratava de m tarcaã, isto é, um senhor de alta linhagem. Ajoelhando- se diante do cavaleiro, o pescador acenou a Shasta para que fizesse o mesmo."
 
Ao ouvir a proposta de ser vendido como escravo ao hóspede, Shasta pensou em fugir e foi surpreendido quando o cavalo do peregrino lhe respondeu, apoiando sua fuga e se oferecendo para ajudar. Ele explicou que era um animal narniano que foi sequestrado, que queria voltar para sua terra natal onde voltaria a ser livre e poderia falar normalmente. Shasta gostou da ideia e junto com Bri (nome do cavalo) correria em busca da liberdade em um país diferente.

"-Estou dizendo o seguinte: sabe cair e montar de novo, sem chorar, e cair de novo e montar de novo, sem ficar com medo de voltar a cair?"
 
No caminho eles encontram Aravis, uma tarcaína que embora muito jovem foi prometida em casamento para um velho tarcaã por poder. Para fugir do contrato, a garota fugiu junto de sua égua, a também narniana Huin. O grupo resolveu que o caminho mais seguro para chegar em Nárnia seria atravessar o deserto, mas havia um problema, eles precisariam passar por Tashbaan, a maior cidade calormana onde tarcaãs e tarcaínas transitavam constantemente - um grande risco para Aravis, que poderia ser reconhecida facilmente. 
 
"... Atanção, Aravis, curve um pouco os ombros e pise com mais força; esconda o máximo a sua princesa. Procure imaginar que passou a vida recebendo chutes e feios insultos."

Esse livro se passa durante o reinado dos irmãos Pevensie, a Era de Ouro de Nárnia, e ainda que o foco narrativo do livro seja nas crianças e em sua trajetória, há uma participação vital na construção do enredo e em sua conclusão. A história é escrita em terceira pessoa, nos mesmos moldes que as anteriores, nas quais os pensamentos dos personagens são revelados ao leitor, o que traz um belo panorama das situações vividas, ora contando a história de Shasta, ora contando onde está Aravis e seus problemas.

Esse volume é muito bem escrito e traz lições sobre raiva e ressentimento, mostrando como esses sentimentos são negativos e nos fazem mal além da importância do perdão e da amizade como ferramentas de crescimento pessoal e solução de inúmeros problemas. Por fim, a presença de Aslam, nos piores momentos e de diversas formas, deixando claro o quanto Ele se importa com cada um em particular.   
 
"-Filho! estou contando a sua história, não a dela. A cada um só conto a história que lhe pertence."

O final da história é surpreendente e até um pouco cômico, que sempre foi uma característica marcante de Lewis. Além disso, é a única história que, majoritariamente, se passa na Calormânia. Cenários e personagens completamente diferentes aparecem e, mais uma vez, uma grande batalha acontece - semelhante aos outros livros, sem longas e excessivamente adjetivadas descrições. No final, é uma história impressionante, com um enredo brilhante, vale muito a pena ler. 


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terça-feira, 1 de novembro de 2016

RESENHA DO LIVRO "O LEÃO A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA"

Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia eram quatro irmãos que durante a guerra tiveram que sair de Londres e ir passar um tempo em uma casa no campo onde morava um velho professor. O imóvel era enorme, cheio de lugares para explorar tanto dentro quanto na parte de fora, cheio de possiblidades de diversão no imenso jardim e nos bosques ao redor. Assim, foi durante uma dessas brincadeiras que Lúcia, a irmã caçula, entrou em um guarda-roupa para se esconder e acabou encontrando um lugar completamente diferente.
 
"Esse é o tipo de casa em que a gente pode fazer tudo o que quer. E além do mais, ninguém está nos ouvindo."
 
Nessa terra ela encontrou um fauno, o Sr. Tumnus, ele falou que a menina tinha chegado em Nárnia, uma terra onde havia um inverno eterno por causa da magia de uma feiticeira cruel e nela o Natal nunca chegava. Inicialmente, a criatura tinha pensado em entregar a garota à bruxa, a qual procurava humanos e torturava quem lhe desobedecia, mas ele acabou deixando-a voltar para casa.
 
Lúcia contou a aventura para os outros irmãos, que não acreditaram, e ao tentar chegar ao lugar, somente encontraram o fundo do guarda-roupa. O dias se passaram e a caçula andava muito infeliz, porque os irmãos, principalmente Edmundo, riam dela e "da sua terra imaginária". Certa vez, uma excursão pela casa pegou os irmãos de surpresa, e ao tentarem se esconder, eles se depararam com o misterioso guarda-roupa. Dessa vez, a história foi diferente, as crianças encontraram a famingerada terra desconhecida.
 
"Já não podia haver a menor dúvida. Ficaram os quatro, imóveis, piscando na luz fria da manhã de inverno."
 
Em Nárnia, o grupo encontra castores falantes, eles explicaram sobre uma profecia na qual quatro irmãos, dois meninos e duas meninas, seriam capazes de derrotar a feiticeira e acabar com o inverno que já durava muitos anos. Além disso, Aslam, o Grande Leão, voltaria para o lugar e ajudaria a restaurar o reino.
 
"Por isso, agora que ele já chegou, e que vocês também chegaram, tudo se encaminha para o fim. Sabemos que Aslam já veio outrora para essa região, mas há muito, muito tempo, ninguém sabe bem quando."
 
O enredo é incrível, uma história simples que conta como o amor e perdão são ferramentas importantes para vencer qualquer inimigo.É muito bonito como, embora haja um erro grave de um dos personagens, a sua redenção se torna muito importante para o desnvolvimento da obra. Com uma clara referência bíblica à morte e ressurreição de Cristo, é uma forma de introduzir religião para as crianças e um marco na obra desse autor.
 
"Explico: a feiticeira pode conhecer a Magia Profunda, mas não sabe que há outra magia ainda mais profunda. O que ela sabe não vai além da aurora do tempo. Mas, se tivesse sido capaz de ver um pouco mais longe, de penetrar na escuridão e no silêncio que reinam antes da aurora do tempo, teria aprendido outro sortilégio."
 
Marcada por uma linguagem simples e em terceira pessoa, narrando a visão de um espectador da história, que, além de ver o que se passa, sabe o que os personagens sentem. Não existem longas cenas descritivas e muito adjetivadas, é uma narração muito mais enxuta. Essa obra - como as demais do universo de Nárnia - tem um foco primordial para crianças, o que não impede de o público  mais velho se encantar com as grandes aventuras contadas.
 
Existe também um filme homônimo desse livro que foi dirigido por Andrew Adamson e lançado em 2005 no Reino Unido. Mantendo muitas características da obra original, a longa-metragem consegue contar de forma bela e com poucas supressões o que foi narrado no história.
      
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terça-feira, 29 de março de 2016

RESENHA DO LIVRO "O SOBRINHO DO MAGO"

"É uma história da maior importância, pois explica como começaram as idas e vindas entre o nosso mundo e a terra de Nárnia"
 
"O Sobrinho do Mago" é, cronologicamente, o primeiro livro escrito por C. S. Lewis e narra a história dos vizinhos Digory e Polly, que moravam em Londres. A garota vivia com os pais e o menino com sua mãe muito doente, sua tia Letícia e seu tio André, que era meio estranho. Em uma das brincadeiras comuns, as crianças descobriram um túnel na casa de Polly e resolveram seguir por ele para ver até onde eles chegariam.
 
Surpreendentemente, eles acabam chegando na casa de Digory, em uma sala proibida e que sempre era usada pelo tio André, o qual resolveu se aproveitar da situação e enganar as crianças para testar algo em que ele vinha trabalhando. André presenteou Polly com um anel que fez com que ela sumisse, seu amigo então teria que ir atrás da menina para que pudesse resgatá-la de onde quer que ela estivese.
 
"Não seria possível imaginar bosque mais calmo. Não havia pássaros, nem insetos, nem bichos, nem vento. Quase se podia sentir as árvores crescendo."
 
Ao chegar naquele lugar desconhecido as crianças resolvem explorar e percebem estar em uma espécie de passagem, e de lá poderiam chegar a outros mundos diferentes do nosso usando os anéis feitos por André. Escolhendo ao acaso um lugar para irem e conhecerem, os jovens chegam em Charn, terra devastada e sem vida, entretanto, ao acionar um encantamento, o menino liberta do estado de sono a Imperatriz Jadis, uma feiticeira cruel que tinha sido a causa da ruína do próprio povo.
 
A situação fica ainda pior quando, acidentalmente, os garotos levam a feiticeira para Londres, onde acontece uma grande confusão, essa culmina com a volta para a terra fantástica, e dessa vez ainda levaram para lá um cocheiro e seu cavalo. O grupo entra em outro mundo que estava vazio, é nesse momento que acontece a grande magia, cantando uma bela música vem um grande leão, e segundo a sua voz, tudo se cria, e é assim que Nárnia surge, uma terra de animais livres e falantes, onde todos devem viver em harmonia.
 
"No escuro, finalmente, alguma coisa começava a acontecer. Uma voz cantava. Muito longe. Nem mesmo era possível precisar a direção de onde vinha."
 
Mas, em seu primeiro dia de criação a terra já tinha problemas, o mal, na figura da Imperatriz Jadis, já habitava o local. Assim, Digory e Polly foram convocados para que encontrassem uma maçã que estava em um jardim especial, para conseguir proteção para o país recente. Com a ajuda do cavalo do cocheiro, que se chamava Morango, a  primeira grande aventura em Nárnia se inicia.  
 
"-Pois, apesar de o mundo não ter mais que cinco horas de idade, o mal já penetrou nele."
 
Com uma linguagem bem infantil e narrando os eventos sem descrições muito longas e detalhistas, a história é contada em terceira pessoa, segundo o ponto de vista de quem observa e sabe o que personagens estão sentindo e pensando. Com um enredo simples, o livro cumpre o objetivo de iniciar Nárnia para o público e encaixar perfeitamente aos volumes que já tinham sido lançados na época.
 
"Naqueles tempos, Sherlock Holmes ainda vivia em Londres e as escolas eram ainda piores que as de hoje"
 
"O Sobrinho do Mago" é uma história curta de pouco menos de 100 páginas, mas que não deixa pontas soltas nem dúvidas sobre como a história termina. Ao contrário, Lewis antecipa de forma brilhante o início da história dos irmãos Pevensie e como as viagens entre os mundos podem ocorrer.





segunda-feira, 28 de março de 2016

INTRODUÇÃO A SÉRIE "AS CRÔNICAS DE NÁRNIA"

C.S Lewis é um autor irlândes que além de escrever a famosa saga "As Crônicas de Nárnia" foi um professor universitário e ateu que se converteu ao cristianismo depois de algumas conversas com seu grande amigo e escritor de "O Senhor dos Anéis", J. R. R. Tolkien. Após sua conversão, Lewis também passou a incluir em sua escrita fantástica, pincípios religiosos cristãos, criando assim, livros infantis, mas que trouxessem em sua essência a busca por uma forma de viver baseada na doutrina religiosa.
 
Seu primeiro lançamento foi "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa", em 1950, e nos anos subsequentes, mais três livros viriam completar a história dos irmãos Pevensie e do primo deles Eustáquio. Depois, em 1954, o autor lançou "O Cavalo e seu Menino", livro que introduzia os reinos de Calormânia e Arquelândia, muito citados em volumes que já tinham sido divulgados. 
 
Em 1955, chegou para o público "O Sobrinho do Mago", que é cronologicamente o primeiro livro da série, este conta como se iniciaram as aventuras em Nárnia, desde a sua criação até coroação dos primeiros reis. O último livro dessa série foi lançado em 1956, com título"A Última Batalha", essa obra é, segundo a linha cronológica, a história final e conta como ocorreu o fim das viagens entre o nosso mundo e Nárnia.
 
Nas próximas postagens, cada livro terá sua própria resenha, acompanhe.
   
                     




segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

RESENHA DO LIVRO "7 DESAFIOS PARA SER REI"

No reino de Karoten havia um grande rei, alegre e atencioso com o povo. Mas certo dia, ele morreu. No mesmo dia nasceu Stach. Alguns dias depois seus pais morreram e ele foi criado por seu tio Gervásio.
                   
Voltando para a história do rei, foram escolhidos seis ministros para achar um novo reis que fosse tão bom quanto o anterior. 17 anos se passaram e nenhum rei foi posto no lugar.
                     
Em um ato de coragem Stach perguntou aos ministros o que era preciso para ser rei. Os ministros ficaram escandalizados e chamaram Gervásio, que trabalhava no castelo, lhe deram um dado e mandaram jogar, se caísse 1 ou 2 ele seria decapitado, 3 ou 4 ele seria coroado rei e 5 ou 6 ele passaria por 7 desafios para se tornar rei.
                     
Quando Gervásio jogou o dado deu 6. O tio ficou preocupadíssimo mas Stach pareceu não se importar, ele estava decidido a conquistar o trono.
                     
De cidade em cidade, Stach trazia energia e determinação, em algumas o problema era mais difícil, ele demorava mais tempo, mas sempre agia pacientemente.
                   
A história é muito legal, ensina a ser perseverante, e não desistir em qualquer obstáculo, e que tudo tem solução independente da dificuldade do problema, porque mesmo difícil se pode resolver.
                     
Stach representa a gente em todos os lugares que ele chegava as pessoas lhe diziam que era impossível, mas ele continuava, o que é incrível.
                     
Escrito por Jan Terlouw é narrado em terceira  pessoa, noa mostra que todos os problemas têm solução é só a gente saber ver e ouvir.
                         
Será que Stach conseguirá resolver os 7 desafios e se tornará rei?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

RESENHA DO LIVRO "OS TRÊS AMIGOS E O MISTÉRIO DA DA DISCOTECA ARRUINADA"

Outro livro da serie "Os três amigos", narra outra aventura de Violeta, KC e Danilo (detalhes sobre eles na resenha anterior).
               
Era um dia normal no colégio, até que a diretora avisou que na sexta haveria uma discoteca, e nela um concurso de dança, e o vencedor do concurso iria participar de um seriado muito legal.
               
A euforia foi geral, todos estavam escolhendo as músicas, os figurinos, as coreografias, etc. 
                     
Mas Cibele, a melhor dançarina do colégio, estava desanimada, não conversava sobre música ou qualquer coisa relacionada ao evento.
                       
As vezes Violeta e KC aviam conversando secretamente com Paulina, uma garota novata e bastante fechada. Algumas vezes Cibele a entregava um ou outro objeto, tudo isso com bastante discrição.
                         
Sexta chegou as músicas antes das apresentações estavam demais, mas algo deu errado, muito errado, luzes foram acesas durante apresentações, algumas danças deram errado, alarmes de incêndio foram soados e a discoteca foi transformada em uma catástrofe.
                       
Eles chegaram a conclusão que não foi mera coincidência, alguém estava tentando arruinar a discoteca.
                             
O livro é incrível, o enredo e fantástico e eletrizante. Nesse livro Carol Lawrence conseguiu juntar uma história muito legal e um mistério complicadíssimo.
                           
 E aí quem arruinou a discoteca? Será que os três amigos conseguirão desvendar esse intrigante mistério?

 
                              

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

RESENHA DO LIVRO "OS TRÊS AMIGOS E O MISTÉRIO DA CASA ASSOMBRADA"

Violeta, KC e Danilo são três amigos muito próximos que gostavam muito de resolver mistérios.
                   
Certa vez eles vêem uma luz no sotão da casa vizinha, que tinha sido abandonada há muitos anos, os amigos resolveram investigar, mas tinham que ter muito cuidado, pois a vizinha, Dona Maria, estava de olho na casa. E todas as vezes que era citado o dono da casa, ou a própria casa eles eram repreendidos. Diziam que era perigoso, que o homem era muito malvado, etc.
                       
Pensa que isso deteu as crianças, de jeito nenhum. Foi isso que deu mais energia para descobrir que está assombrando a casa por anos desabitada.
                       
Nesse mistério Carol Lawrence mistura energia, mistério e muita diversão, a história é muito legal porque ensina determinação, empenho, união, companheirismo e amizade, virtudes necessárias para a solução de qualquer problema.
                       
Os amigos são muito unidos e não se deixam derrotar por uma pedra no sapato, coisa que costuma acontecer muito quando se está atrás da solução de um mistério.
                         
Quem será que está assombrando a casa? E por que? Interrogações surgem a cada momento, e algumas fazem chegar mais perto ou se afastar cada vez mais da solução.
                         
Nesse quebra-cabeça em forma de livro somos chamados a pensar cada vez mais sobre o assunto.
                           
E aí será que você conseguirá desvendar esse mistério? E Violeta, KC e Danilo, será que eles desvendarão o mistério da casa assombrada?

      

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

RESENHA DO LIVRO "POLLYANNA"

Escrito por Eleanor H. Potter, que foi uma grande escritora estadunidense, conta a história de Pollyanna uma orfã filha de Jennie e Jonh, tem essa nome em homenagem as suas duas tias Polly e a falecida Anna.
                         
Jonh e Pollyanna moravam em uma casa cheia de auxiliadoras, quando se pai morreu Pollyanna viu-se sozinha.
                     
 As auxiliadoras mandaram uma carta para Polly, a única parente viva de Pollyanna, perguntando se a tia queria adotar a garota, a senhora aceitou.
                       
Pollyanna tivera uma vida difícil, mas desde cedo seu pai a ensinou a sempre ver o lado bom da vida, o que é uma coisa boa, porque muitas pessoas têm dinheiro, casas, vivem bem e são tristes e não gostam da vida que levam e ela é uma garota humilde e sempre vê o lado bom da vida.
                       
A menina começa a se acostumar com a vida na casa da tia sendo instruída pela manhã e pela tarde, mas sempre contentando-se com as coisas mais simples.
                             
Pollyanna sempre passava adiante sua mensagem de ver o lado bom das coisas, ela falava principalmente para as pessoas mais tristes, distantes e fechadas da sociedade, que no começo achavam estranho, mas depois se acostumavam e gostavam da presença da garota.
                                 
Ainda com circunstâncias tristes da vida, Pollyanna não desiste de continuar em busca da felicidade.
                               
A história é completamente emocionante, narrada em terceira pessoa, fala dia após dia da garota com uma linguagem simples e fácil de entender o livro mostra uma mensagem belíssima e um exemplo de vida.

  

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

RESENHA DO LIVRO "O JOGO DE ESCOLHAS"

"O Jogo De Escolhas" escrito por Reginaldo Prandi, autor também de "Minha Querida Assombração", narra s história de Paulo um viúvo pai de quatro filhos: Francisco de 11 anos, Rita de 10 anos, Fernando de 8 anos e Luísa de 5 anos.

Paulo é um bom pai, trabalhador e carinhoso, que as vezes faz papel de pai e de mãe. Sempre amoroso com os filhos, passa com eles todo tempo que pode, sendo assim as noites eram considerados sagrados.
                   
Certa vez, o período de aulas estava acabando e, eles queriam escolher o local do passeio de férias, Francisco queria ir para a praia, Rita para algum lugar frio, Fernando preferia o Pantanal e Luísa não tinha preferência.
                         
Quando Luísa não estava, Paulo propôs um concurso, cada um leria uma história para a caçula, uma por noite e depois Luísa escolheria a melhor história e  leitor da melhor história escolhe o lugar das férias. Os irmãos concordaram e sortearam os dias de cada um.
                         
No livro a mistura de gatos, cachorros, galinhas, macacos, caranguejos, urubus e lobos. A cada história um ensinamento, onde bichos agem como gente. O livro é composto de uma grande linguagem metafórica com todo o enredo narrado em terceira pessoa.
                               
A história é muito interessante e prende o leitor a ela, incentivando a ler bastante e não cansa, uma das coisas bem legais dele é que a linguagem é clara e fácil de entender.
                           
E então, quem será que vai ganhar esse concurso? Quais serão as escolhas desse fantástico e divertido jogo?